terça-feira, 8 de junho de 2010

palmeira


Vertical ela cresce
até rasgar o azul
e manchar de verde
a vista de quem
entorta o pescoço
no jardim botânico.
Vertical ela cresce
até se afastar,
até se isolar,
até não lembrar
da vida na cidade.
Imperial ela segue
até sabe Deus onde
até quem sabe encontrar Deus onde
tudo é silêncio.


11 comentários:

  1. Minha terra tem palmeiras
    onde canta a Diva(gando)
    enquanto no seu canto ela canta
    no meu sempre me encanto!

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  2. 1.
    empalmeirei-me na palma da minha mão,
    na batida de um samba bão
    que canta a palmeira imperial

    2. no brasil, vivemos de palmas: da terra, e da mão... tá, acho que viajei.... que bom!

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  3. Sempre encantadora...mesmo em versos

    abraço

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  4. E tem gente que vai e corta. E fiquem sem árvores e fica sem verde no céu.

    BeijooO'

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  5. Off topic. Cara Diva, por favor olhe o seu e-mail que você colocou no seu perfil. É sério, informações importantes mandei pra vc.

    Bejo

    (depois apague esse post)

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  6. tudo é silêncio
    até onde Flávia encanta,
    onde até a palavra canta
    pelo mudo pêndulo
    da existência
    nesse acaso
    de estar aqui...

    Beijo, Flávia, adorei seus versos também.

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  7. to gostando de ver o teu olhar se perdendo por bobagens.
    tem bobagem maior que um poema?

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  8. gostei bastante desse.
    seja bem vinda no meu blog.

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  9. Eu entortei meu pescoço e fiquei com torcicolo.

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  10. "to gostando de ver o teu olhar se perdendo por bobagens."

    você sabe que esses sãos os meus preferidos rs :)

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  11. Muito bom. A construção da imagem é importante num poema e você tem competência para faze-la.

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